Reunião da CPI das Próteses se torna reservada para delegados exporem detalhes sigilosos

Da Redação | 14/05/2015, 10h36

Os delegados da Polícia Civil do Rio Grande do Sul Joerberth Pinto Nunes e Daniel Mendelski Ribeiro explicaram as origens da investigação sobre a máfia das próteses durante a reunião da CPI que investiga irregularidades no setor, mas pediram ao presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), que a sessão se tornasse reservada para dar explicações com detalhes que estão sob sigilo. A estimativa é que a reunião volte a ser aberta em 30 minutos.

Segundo afirmaram inicialmente, o padrão era sempre o mesmo: pacientes carentes do Sistema Único de Saúde ou do Plano de Previdência do RS recebiam indicação para a realização da cirurgia de implantação, mas eram convencidos a utilizar uma “prótese importada” e de mais qualidade do que a ofertada pelo governo. Depois entravam com ações pedindo ressarcimento das cirurgias. Enquanto uma prótese normalmente custa R$ 7 mil, as da máfia custavam mais de R$ 200 mil, num prejuízo flagrante ao Estado.

— O que buscam a Polícia Civil e o Ministério Público? Tratar de crimes de falsidade ideológica, descobrir se os laudos eram verdadeiros e os pacientes realmente precisavam da prótese; de estelionato, pois o Judiciário era enganado, e o Estado entregava indevidamente vantagem econômica a profissionais; e a associação criminosa — disse o delegado Joerberth.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)