Terceirização é como nova escravidão, alerta Paim

Da Redação e Da Rádio Senado | 13/05/2015, 15h16

“Lembrar a abolição é não esquecer a tragédia da escravidão”, afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS), ao lembrar o dia da Abolição da Escravatura, comemorado nesta quarta-feira (13).

Para o senador, a data que deve ser lembrada sempre para que a história de sangue, dor, sofrimento e luta dos escravos não seja apagada.  Ele contou que, do século 16 ao 19, cerca de 10 milhões de africanos foram trazidos como escravos para as Américas, 38% para o Brasil.

Paulo Paim disse que a Lei Áurea, aprovada pelo Congresso e assinada pela princesa Isabel, foi importante, mas não pôs fim ao sofrimento dos negros, porque nada foi feito para garantir-lhes uma nova vida.

— Eles foram atirados à própria sorte, sem escola, sem moradia, sem trabalho, sem cidadania — reclamou o senador.

Esse fato, segundo Paim, revela a importância das políticas afirmativas e de todas as ações voltadas para a promoção da igualdade racial no país e o combate à discriminação.  Ele ainda advertiu que uma proposta em votação no Congresso Nacional poderia trazer de volta de certa forma a escravidão: o da terceirização.

— A escravidão, além de persistir, quer voltar com força. Querem revogar, agora, a Lei Áurea. De que jeito? Aprovando o projeto que vai trazer para todos os trabalhadores, infelizmente, a possibilidade de eles serem terceirizados. Ninguém mais vai ter emprego formal na sua empresa chamada matriz de origem, que, no Japão, é considerado quase uma família. Escravidão nunca mais! Precarização do trabalho nunca mais! Não ao PL 30, da terceirização!

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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