Jorge Viana alerta autoridades federais sobre dificuldades do Acre com imigrantes

Da Redação e Da Rádio Senado | 12/05/2015, 16h15

O senador Jorge Viana (PT-AC) reforçou alerta ao governo federal de que o governo do Acre não tem mais condições de acolher os imigrantes que chegam ao Brasil por cidades acrianas.

Ele disse que, em quatro anos, o Acre recebeu 36 mil imigrantes ilegais, a maioria haitianos, e que o governador Tião Viana já enviou carta ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ao ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, informando a impossibilidade de o Acre continuar bancando o acolhimento aos imigrantes.

O Acre chegou no limite; o governador Tião Viana avisa as autoridades. Estive com o ministro da Justiça,  pessoalmente. Ministro, o governo do Acre não tem nem a prerrogativa constitucional nem as condições para lidar com um tema que é das Nações Unidas; tem que ser tratado pelo Itamaraty, pelo governo federal, e não pelo governo do Acre afirmou o senador.

Transoceânica

O senador Jorge Viana informou que, nos próximos dias, a presidente Dilma Rousseff vai anunciar a assinatura de um acordo entre Brasil, China e Peru visando à conclusão da Transoceânica, a megaferrovia que vai ligar o oceano Atlântico ao Pacífico.

Ele explicou que já está pronta uma parte do projeto, que vai até Goiás; faltam os outros trechos, até que a ferrovia permita o escoamento de mercadorias pelo oceano pacífico. Pelo projeto, a transoceânica começa no Rio de Janeiro e passará por Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre, chegando, por fim, ao Peru.

Jorge Viana explicou que a China vai participar do projeto para garantir que os alimentos comprados do Brasil não precisem passar pelo Canal do Panamá, que teve a maior parte de sua construção bancada pelos Estados Unidos. Ele explicou que a obra será feita pela iniciativa privada.

Os senhores acham que os chineses vão ficar dependendo dos Estados Unidos para comer ? De jeito nenhum. E é exatamente por isso que a China está fazendo esta cooperação. Será feita uma licitação e aí é o setor privado entrando, com a força econômica dos chineses. Não é mais financiamento público brasileiro, não é promessa da presidenta Dilma. Ela vai apenas criar as condições. Vai haver uma empresa privada, fazendo investimento privado, visando lucro afirmou o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)