Vanessa defende fim de doações de empresas em campanhas eleitorais
Da Redação | 07/05/2015, 15h39
Não adianta mudar o sistema político-eleitoral brasileiro se for mantido o atual esquema de financiamento de campanhas, com contribuição de empresas privadas. O ponto de vista foi manifestado nesta quinta-feira (7), do Plenário do Senado, pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), ao pedir ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que viabilize a conclusão do julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (Adin) proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que questiona a doação de pessoas jurídicas para campanhas eleitorais.
Como lembrou a parlamentar, essa ação está há 400 dias com Gilmar Mendes, que pediu vista do processo quando a ação contava com seis votos favoráveis dos 11 ministros do Supremo. Vanessa afirmou que a demora do ministro em devolver a ação e permitir a conclusão do julgamento levou os internautas a criarem a hashtag #devolvegilmar, que se espalhou na internet. Além disso, ainda de acordo com a senadora, foram criados um abaixo-assinado e um evento no Facebook e até um cronômetro, que contabiliza em quantos dias ele "está atrasando o andamento da Adin".
Vanessa lamentou também a lentidão no avanço da questão de gênero na representação política. Embora as mulheres constituam 52% do eleitorado, existem apenas 51 deputadas entre os 513 integrantes da Câmara, enquanto apenas 13 senadoras têm assento no Senado composto de 81 parlamentares.
A senadora sugeriu uma reflexão sobre o tema, mudando de um sistema de cota que não funciona na prática, para uma cota que seja mais segura. E essa cota, no entendimento de Vanessa, é a reserva de cadeiras.
— É a reserva de cadeiras para que a gente possa assegurar que nenhuma Casa Legislativa do Brasil tenha mais do que 70% dos seus membros de um mesmo gênero. Não trata de mulher, a lei [proposta] não toca em mulher. Diz o seguinte: “Que nenhuma Casa Legislativa do Brasil pode ter suas cadeiras ocupadas com mais de 70% do mesmo gênero” — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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