Cerveró volta a negar recebimento de propina e reafirma que Pasadena foi bom negócio
Da Redação | 02/12/2014, 16h04
O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró voltou a dizer à CPI Mista que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi um bom negócio, conforme o planejamento estratégico da Petrobras, aprovado pelo Conselho de Administração da empresa.
Ele reafirmou a tese de que havia um plano aprovado em 1999, indicando a necessidade de expansão do parque de refino brasileiro no exterior:
— Esse prejuízo inexiste — disse.
Cerveró negou ter conhecimento de esquema de corrupção na empresa e antecipou que não conhece os termos da delação premiada entre Paulo Roberto Costa e autoridades que investigam o caso, por isso, não responderia a perguntas relativas a vazamento de informações ou notícias veiculadas pela mídia.
— Desconheço esse esquema e qualquer esquema de propina — afirmou.
Seguro
Nestor Cerveró informou ainda que a defesa dele está sendo paga por seguro que cobre atos de gestão de conselheiros e da diretoria. Neste momento, Paulo Roberto Costa o interpelou esclarecendo que a Petrobras não está dando um centavo para ajudá-lo.
Os parlamentares fazem acareação para esclarecer divergências em depoimentos anteriores feitos pelos executivos. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, já disse à Polícia Federal (PF) que houve pagamento de propina para que a empresa adquirisse a refinaria de Pasadena. Cerveró nega qualquer irregularidade.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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