Anibal Diniz saúda vitória de Tabaré Vázquez para a Presidência do Uruguai

Da Redação e Da Rádio Senado | 01/12/2014, 17h21

O senador Anibal Diniz (PT-AC) saudou a vitória do médico socialista Tabaré Vázquez, da Frente Ampla, uma coligação de partidos de esquerda, nas eleições para a Presidência do Uruguai no domingo.

Anibal Diniz informou que Tabaré Vázquez, que obteve 53,6% dos votos,tomará posse em março de 2015, substituindo José Mujica.

Na avaliação de Aníbal Diniz, a eleição de Tabaré Vázquez mostra que a América Latina vive "um momento interessante", com sucessivas derrotas de governos baseados no neoliberalismo. As gestões voltadas para o humanismo e para as ações sociais têm ganhado maior apoio da população latino-americana, afirmou o senador.

— Os governos democráticos e populares da América Latina foram aprovados com louvor, desta vez no Uruguai. Bachelet no Chile; Dilma e Tabaré venceram campanhas duras, polarizadas pela oposição política e pela oposição da mídia contra os avanços sociais e os avanços econômicos desses governos.

Mulheres no SF

Aníbal Diniz manifestou, ainda, sua expectativa de que a proposta que apresentou para garantir uma maior presença de mulheres no Senado seja aprovada.

O projeto, que se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e tem voto favorável do relator, Paulo Paim, determina que a cada eleição destinada à escolha de dois senadores por estado, uma das vagas será destinada às mulheres.

Anibal Diniz lembrou que, nas carreiras que dependem de concurso público, como juízes, desembargadores e procuradores da República, por exemplo, as mulheres já têm posição de relativo equilíbrio em relação aos homens.

Ele lamentou que isso ainda não ocorra na representação parlamentar e afirmou que sua proposta visa mudar essa realidade, pois garante que cada estado tenha pelo menos uma senadora. Hoje, apenas 13 cadeiras do Senado são ocupadas por mulheres; a Câmara conta com apenas 45 deputadas.

É um projeto atual, que atende a uma necessidade de melhorar a performance do Brasil no ranking mundial da participação feminina no parlamento, porque o Brasil ocupa a 158ª. posição no ranking mundial, uma das piores colocação do mundo — afirmou o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)