Vice-presidente do Grêmio diz que clube foi injustiçado no caso Aranha
Da Redação | 17/11/2014, 09h47
Em audiência na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), o vice-presidente do Grêmio, Adalberto Preis, disse que o clube foi injustiçado no caso de preconceito racial contra o goleiro Aranha, do Santos. Na opinião do dirigente, quiseram imputar a responsabilidade e a característica de racista à instituição, que tem tradição de ser multirracial, como ressaltou.
Segundo ele, de um público de 32 mil pessoas presentes no estádio naquela noite, quatro torcedores foram indiciados em inquérito policial e denunciados à justiça.
- Eu não tiro nada da importância que foi dada ao fato, mas, do ponto de vista da imputação ao clube, em se tratando de uma conduta de poucos torcedores, houve exagero e injustiça - disse.
Adalberto Preis aproveitou para lembrar que o Grêmio é o único clube no Brasil que tem estatutariamente uma estrela dourada em sua bandeira, representando o jogador negro Everaldo Marques da Silva, campeão mundial pela Seleção Brasileira de 1970. Além disso, acrescentou, o autor do hino do clube é um negro: Lupicínio Rodrigues.
- Não obstante a terrível campanha feita, tentando pôr no Grêmio a mancha de racista, o clube não é racista - afirmou.
O tema está sendo debatido em audiência interativa nesta manhã promovida pela Comissão de Direitos Humanos, sob o comando do senador Paulo Paim (PT-RS).
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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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