Senado terá plano de gestão sustentável
Guilherme Oliveira | 07/11/2014, 18h33
O Senado desenvolverá um plano de ações de sustentabilidade para orientar sua gestão interna. O Plano de Gestão Logística Sustentável (PGLS) foi aprovado nesta sexta-feira (7), e será elaborado ao longo dos próximos 15 dias por uma comissão de servidores designados para essa tarefa.
O novo documento orientará a ação de todas as áreas da administração do Senado a partir de princípios de eficiência de recursos e sustentabilidade. Ele definirá práticas de racionalização de materiais e serviços a serem seguidas por todos os departamentos, distribuirá responsabilidades, especificará metas e prazos de implementação de processos e promoverá conscientização e capacitação de pessoal.
- O poder público é responsável pela preservação do meio ambiente, segundo a Constituição. Com esse plano, podemos abranger toda a Casa e viabilizar uma participação intensa. Todos os órgãos serão demandados e terão que apresentar resultados – explica Andréa Bakaj, coordenadora do Núcleo de Coordenação de Ações Socioambientais (NCAS) do Senado.
O NCAS definiu sete temas prioritários que devem ser dirigidos por práticas de sustentabilidade elaboradas a partir do PGLS: material de consumo, serviços de impressão, energia elétrica, água e esgoto, coleta seletiva de lixo, qualidade de vida no ambiente de trabalho, meios de transporte para deslocamento de pessoal e compras e contratações (abrangendo obras, equipamentos, manutenção, serviços de vigilância e limpeza e tecnologia da informação, entre outros).
Essas áreas estratégicas serão objeto de planos de ação, que serão avaliados periodicamente pela comissão especial, a partir dos critérios estabelecidos no plano. A melhoria da gestão sustentável dessas áreas será de responsabilidade coletiva dos diversos departamentos envolvidos com elas, que trabalharão em conjunto e terão objetivos específicos.
O PGLS também dará início a um trabalho de atualização de todo o inventário de bens e materiais de consumo do Senado. O objetivo desse passo é a gradual substituição desses materiais por similares de menor impacto ambiental.
Tudo isso é parte de uma etapa inicial de ampliação da consciência sustentável dentro do Senado, conforme informa Andréa.
- No primeiro momento, definimos áreas prioritárias. Depois vamos expandindo. Isso demanda trabalho conjunto. Buscamos mudança de comportamentos, de paradigmas. Nossa ideia é tornar o Senado um exemplo de sustentabilidade entre os órgãos públicos – projeta ela.
O consultor legislativo Joaquim Maia Neto, especialista em meio ambiente, conta que já existem ações ambientais no Senado desenvolvidas independentemente, mas o plano dará um eixo a toda essa linha de ação.
- Diversas áreas têm ações relacionadas à questão ambiental, mas tudo estava desarticulado. Não havia um planejamento único e faltava informação técnica. Entendemos que era necessário ter um instrumento de planejamento da sustentabilidade - informa.
Joaquim Maia Neto ressalta que o objetivo do PGLS é dar primeiros passos sólidos, que sirvam para estabelecer bons resultados e permitir a expansão do projeto.
- Para que toda a Casa se envolva, vinculamos os setores ao cumprimento de ações com metas ousadas, porém factíveis. A expectativa é construir indicadores positivos e, dentro de um ano, demonstrar que o Senado está avançando – conclui.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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