Anibal Diniz pede a Aécio e à oposição para auxiliar na união do país

Da Redação | 07/11/2014, 12h52

Em discurso nesta sexta-feira (7), o senador Anibal Diniz (PT-AC) conclamou o candidato derrotado à Presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a assumir a responsabilidade de seu partido na busca pela união do Brasil. O senador do PT afirmou que as manifestações que têm pedido o impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, e até uma intervenção militar, não são dignos de uma democracia madura. Segundo ele, competiria a Aécio pedir calma aos exaltados.

— Mais do que perder ganhando, temos que saber ganhar e saber perder. Aécio perdeu e Dilma ganhou, vamos respeitar essa decisão e seguir em frente — afirmou.

Anibal Diniz afirmou que a presidente Dilma governa para todos, não apenas para os 54 milhões de eleitores que a reelegeram, por isso é necessário um trabalho de unificação para levar o país a um rumo virtuoso.

Ao comentar o pronunciamento de Aécio em seu retorno ao Senado, Anibal rebateu a afirmação de que o tucano representaria a voz de mais de 51 milhões de eleitores. Para isso, fez uma metáfora futebolística. Ele, torcedor do Santos, amargou derrota contra o Cruzeiro na Copa do Brasil e não terá o time do coração na disputa, mas vai escolher um dos dois finalistas, provavelmente o Atlético.

— Terminado esse jogo, vou continuar a torcer pelo Santos. A mesma coisa se diz em relação aos 51 milhões de votos — comparou.

Além de dizer que os votos são resultado de uma conjunção temporária de forças que se desfaz posteriormente, o senador afirmou que a diferença de 3,4 milhões de votos é expressiva sim, pois chega a ser oito vezes superior ao eleitorado do Acre. Ele também defendeu a aprovação de uma reforma política.

— Não dá pra conviver com o poderio econômico definindo as eleições – disse.

Em aparte, a senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu Aécio como uma figura de liderança da oposição, lembrou que o PT sempre foi crítico da reeleição, mas há 12 anos no poder nunca fez nada para acabar com tal possibilidade e hoje até a defende. Já Cristovam Buarque (PDT-DF) lembrou que os governantes quase sempre fazem segundos mandatos "cansados".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)