Anibal Diniz contesta grupos que questionam processo eleitoral
Da Redação e Da Rádio Senado | 03/11/2014, 18h13
O senador Anibal Diniz (PT-AC) lamentou que "alguns grupos" não aceitem a vitória da presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro e lancem dúvidas sobre a urna eletrônica e o processo de apuração eleitoral.
O senador se referiu às pessoas que, no final de semana, foram às ruas em São Paulo para pedir o impeachment da presidente e ao deputado federal Carlos Sampaio, coordenador jurídico da campanha do candidato derrotado, Aécio Neves, que solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral uma auditoria no resultado do segundo turno.
Aníbal Diniz afirmou que o deputado não apresentou nenhuma prova ou indício de irregularidades, e embasou o pedido de auditoria apenas em comentários das redes sociais e denúncias sem bases concretas.
- Pela primeira vez, desde o fim da ditadura e desde o início da redemocratização do Brasil, nossa principal instância jurídica eleitoral foi questionada numa atitude irresponsável, que mancha o TSE e, por esse motivo, merece o mais veemente repudio e nossa indignação. Não se nega o direito do PSDB ou de qualquer partido de contestar o resultado das urnas, mas sempre que haja suspeitas concretas, o que não é o caso - afirmou o senador.
Aníbal Diniz disse ainda que, ao contrário do PSDB, o PT poderia apresentar vários fatos para questionar as eleições, mas sem colocar em xeque a urna eletrônica. Ele citou, como exemplo, as acusações contra Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula feitas pela revista Veja, dias antes das eleições, e os boatos do dia da votação de que o doleiro Alberto Youssef teria sido envenenado a mando do PT.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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