Senador destaca papel do Estatuto do Torcedor no combate a cambistas
Da Redação | 09/07/2014, 14h55
Para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003) tem se mostrado eficaz para combater a atuação de cambistas. Com base na lei, a Polícia do Rio de Janeiro desarticulou na semana passada uma quadrilha que vendia irregularmente ingressos para jogos da Copa do Mundo.
Ao ressaltar que o Brasil pode se tornar referência no combate à venda irregular de ingressos, Alvaro Dias lembra que as polícias de vários estados só puderam prender os cambistas da Copa graças às previsões penais do Estatuto do Torcedor.
- Nesse caso da máfia dos ingressos mais uma vez, o Estatuto do Torcedor foi fundamental como tem sido em outras ocasiões para punir vândalos nos estádios, por exemplo.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a Copa do Mundo no Brasil é a quarta em que a quadrilha internacional negociava ingressos. A Operação Jules Rimet resultou na prisão de 12 pessoas, entre elas, o britânico Raymond Whelan, diretor-executivo da Match, que presta serviços para a Fifa.
As investigações revelam que a quadrilha comercializava as entradas, algumas distribuídas originalmente como cortesias, ao preço de até mil vezes o valor de face. Os suspeitos responderão, entre outros, pelo crime de cambismo, com penas que vão de 1 a 4 anos, de acordo com a atuação no esquema (venda, fornecimento, desvio ou facilitação). Há, ainda, previsão de pena maior se o agente for servidor público, ou ligado à entidade esportiva, organizadora ou responsável pelas vendas.
Alvaro Dias não descarta a possibilidade de a legislação ser aprimorada para também punir quem compra ingresso de cambista.
- O cambista sempre existiu no Brasil e nunca houve punição. Quem compra acaba comprando pelo hábito. Certamente, detalhes que podem ser corrigidos no Estatuto devem ser considerados. É uma Lei que deve ser sempre aprimorada.
As polícias das 12 cidades-sede da Copa prenderam mais de 100 pessoas pelo crime de cambismo, inclusive estrangeiras. A quadrilha internacional desarticulada no Rio movimentaria mais de US$ 200 milhões por Mundial.
Com informações da Rádio Senado
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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