Paulo Roberto da Costa defende quarentena para ex-diretores da Petrobras
Da Redação | 10/06/2014, 13h00
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto da Costa dá explicações há quase três horas aos senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de irregularidades na estatal. Ao falar sobre suas atividades depois da aposentadoria da petrolífera, em 2012, ele disse que abriu a Costa Global Consultoria porque precisava trabalhar para manter seu padrão de vida, visto que, fora da ativa, seu salário foi muito reduzido.
- Acho que diretores e presidentes da Petrobras deveriam ter o que se chama de quarentena. Quando saem da companhia, devem ficar pelo menos seis meses a um ano em casa, porque têm domínio de informações importantes da companhia. Infelizmente a Petrobras não entende assim - lamentou.
A sócia de Paulo Roberto na Costa Global é a filha dele. A empresa chegou a ter cinco funcionários e 81 contratos.
- Tive até um contrato para vender uma ilha das Organizações Globo, perto da Rodovia Niterói-Manilha - informou.
O executivo não soube informar todos os nomes de seus clientes, pois, segundo ele, os contratos estavam nos computadores apreendidos pela Polícia Federal.
Neste momento, Paulo Roberto Costa responde perguntas do relator da CPI, José Pimentel (PT-CE), sobre suas relações com o doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato da Polícia Federal, que investigou esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-diretor da estatal também foi preso em março na mesma operação da PF e solto dois meses depois por decisão do ministro do STF Teori Zavascki.
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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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