Doença de Huntington é tema de debate na Comissão de Assuntos Sociais

Da Redação | 26/05/2014, 15h20

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza, nesta quinta-feira (29), audiência pública para debater questões relacionadas à Doença de Huntington, distúrbio neurológico hereditário caracterizado por causar movimentos corporais anormais e falta de coordenação.

O distúrbio se manifesta, na maioria dos casos, na fase adulta afetando várias habilidades mentais e alguns aspectos de personalidade. Por ser uma doença genética, atualmente não tem cura. No entanto, os sintomas podem ser minimizados com a administração de medicação. O objetivo dos tratamentos existentes é ajudar a pessoa a manter sua capacidade funcional o máximo de tempo e da maneira mais confortável possível.

Os sintomas típicos de Huntington são: distúrbios comportamentais; movimentos anormais e involuntários; fala incompreensível, hesitante, explosiva e desorganizada; mastigação e deglutição difíceis; depressão; e perda da memória, entre outros. O paciente não morre da doença em si, mas das complicações oriundas desses sintomas e sequelas instaladas no decorrer da evolução da doença, que é lenta e fatal, tais como fraturas por quedas e leucemia devido à desnutrição grave, por não conseguir deglutir.

Foram convidados para o debate o coordenador geral de média e alta complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo Fogolin Passos; o representante do Ministério da Previdência Social; o representante da Associação Brasil Huntington, Antônio Lopes Monteiro; o neurologista  Pedro Renato de Paula Brandão; a vice-presidente da União dos Parentes e Amigos dos Doentes de Huntington, Edília Miranda Paz; a deputada federal Érika Kokay.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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