Suplicy diz que houve cerceamento de defesa na prisão de petistas do mensalão
Da Redação | 14/11/2013, 19h55
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou em Plenário, nesta quinta-feira (14), que não houve o pleno exercício do direito de defesa no julgamento da Ação Penal 470, do escândalo do mensalão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para Suplicy, seus companheiros de partido - José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e João Paulo Cunha, estes dois últimos deputados federais pelo PT de São Paulo - foram condenados injustamente.
Na última quarta-feira (13), os ministros do STF decidiram pela aplicação imediata das penas relativas a diversos crimes nos casos em que a defesa não recorreu por meio de embargos infringentes.
- Pelo que pude perceber das palavras dos advogados dessas pessoas não foi dada a devida oportunidade para que eles tivessem o pleno direito de defesa - disse.
Em seu pronunciamento, Suplicy lembrou a participação dos petistas condenados, no início dos anos 80 na campanha das Diretas Já, bem como nos principais acontecimentos que levaram ao impeachment do ex-presidente Collor de Melo.
João Goulart
No início de seu discurso, Suplicy parabenizou a presidente Dilma Rousseff pela homenagem prestada, juntamente com os ex-presidentes Lula e José Sarney, ao ex-presidente João Goulart (1919-1976), cujos restos mortais chegaram à Brasília nesta quinta-feira (14), para a realização de exames forenses. Deposto pelo golpe de 1964, Jango estava sepultado em São Borja, no Rio Grande do Sul.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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