Mozarildo quer diagnóstico mais profundo sobre médicos e estrutura da saúde

Da Redação | 23/08/2013, 12h30

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) disse nesta sexta-feira esperar que o Congresso Nacional faça um diagnóstico mais profundo sobre o problema da saúde brasileira ao analisar a medida provisória do programa Mais Médicos (MP 621/2013). Para ele, que já exerceu a Medicina e é relator-revisor da medida provisória, o problema da saúde no Brasil passa primeiro pela falta de estrutura e equipamentos nas cidades.

– Após essas manifestações surge essa ideia de que a saúde não vai bem porque falta médico. É uma realidade, mas não é a primeira realidade. A primeira realidade é a falta de estrutura nos municípios para que sequer o médico atenda o que chamamos de atenção básica – afirmou.

Mozarildo disse que não tem xenofobia contra médicos do exterior e lembrou que Roraima pode ter sido o estado pioneiro na contratação de médicos estrangeiros em 1997.

– No governo do ex-Governador Nildo Campos, nós usamos, talvez tenhamos sido os pioneiros, este expediente: nós fizemos um contrato com a Universidade de Roraima para trazer professores, todos com doutorado, para fazer funcionar o curso de Medicina. E também fizemos um convênio entre o Governo do Estado e o Governo de Cuba, por meio do seu Ministério da Saúde, para levar médicos para lá – contou o parlamentar.

O senador se comprometeu a fazer um diagnóstico completo da questão da saúde como revisor da MP do Mais Médicos.

– Eu estou debruçado sobre essa questão do Programa Mais Médicos, tenho ouvido muitos especialistas tanto da área médica quanto de outras áreas de saúde,  e espero que a gente construa uma solução definitiva para esse problema – afirmou.

Dia do Soldado

O senador também homenageou os militares brasileiros pelo Dia do Soldado, celebrado em 25 de agosto, dia em que nasceu o marechal Luiz Alves de Lima e Silva, conhecido como Duque de Caxias.

Mozarildo leu um artigo do jornal Folha de Boa Vista, homenageando os militares pela presença permanente em todos os estados e fronteiras do país. O texto dizia que o soldado, por vocação, é despojado de si mesmo e tem o íntimo desejo de servir a nação.

O senador lembrou ainda que o primeiro governador de Roraima, quando ainda era território federal, foi um militar, o tenente Ene Garcez dos Reis, da equipe de segurança do então presidente da República, Getúlio Vargas. Quando assumiu o governo do território do Rio Branco, como era chamado o atual estado de Roraima, Reis contratou um arquiteto para planejar a capital Boa Vista.

Mozarildo ainda informou que um projeto de sua autoria, que cria o Colégio Militar em Boa Vistam está evoluindo na Câmara dos Deputados e deve ser aprovado em breve. O colégio é federal e não é destinado apenas a filhos de militares, mas a toda a população civil.

– Com a ida do Colégio Militar, entendo que a gente vai ter, em Roraima, as condições de que todos possam ter escola de boa qualidade – afirmou Mozarildo Cavalcanti.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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