Flexa critica construção de trem bala entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro

Da Redação | 14/08/2013, 16h20

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) criticou, nesta terça-feira (14), a proposta do governo federal de construir um trem de alta velocidade entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. O senador afirmou que o país tem outras necessidades bem maiores do que o trem-bala e nada justifica o governo gastar bilhões em uma proposta que não possui grande urgência e relevância.

- Em um país onde as pessoas morrem nas estradas esburacadas, onde os aeroportos não suportam o aumento da demanda, em um país que praticamente desconhece o que é uma ferrovia e apresenta uma absoluta falta de aproveitamento do seu potencial de hidrovias, será mesmo que podemos pensar em queimar etapas e financiar um projeto de um trem-bala? - questionou.

Flexa Ribeiro citou relatório do banco de investimentos Credit Suisse que revela a precariedade da infraestrutura brasileira e a falta de investimentos do governo no setor.  De acordo com o estudo, o Brasil está em 107° lugar no ranking de 144 países em relação à eficiência da infraestrutura, e o governo brasileiro teria que aplicar US$1 trilhão em infraestrutura para chegar à média dos países em desenvolvimento.

- Nossa infraestrutura de transportes é um dos maiores – senão o maior – entrave para nosso desenvolvimento! Não podemos perder tempo. Já perdemos demais. Temos que parar de sonhar e encarar a realidade brasileira – protestou.

O senador destacou que, segundo o estudo, o desempenho do país no setor caiu bruscamente nos últimos quatro anos, dado que, para Flexa, reflete a confusão e a timidez do atual governo.

- Infelizmente, como a realidade mostra todos os dias e o estudo analisa, os problemas estruturais da nossa infraestrutura não são exclusividade do Pará. A incompetência de gestão do PT é democrática. Aliás, em dez anos no poder, a gestão do PT não entregou uma única obra estruturante sequer – lamentou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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