Randolfe saúda conquistas das manifestações de rua
Da Redação | 25/06/2013, 22h20
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou nesta terça-feira (25) que "o Brasil não será o mesmo depois dessas mobilizações de rua" e defendeu prioridade a investimentos públicos acima do pagamento de dívidas. Entre as conquistas concretas das manifestações, o senador citou a redução de tarifas de transportes em vários municípios, a volta à pauta da PEC 90 - que institui o transporte como direito social fundamental e "dormia nas gavetas da Câmara dos Deputados há pelo menos uns seis anos".
Esperançoso com a possibilidade de rejeição da PEC 37 - que ainda não havia sido votada pela Câmara - Randolfe lembrou que o Ministério Público foi fundamental, desde a promulgação da Constituição de 1988, na garantia de direitos coletivos, e que os protestos populares contra a proposta serão lembrados pelos historiadores no futuro.
- No ano de 2013, o povo foi às ruas para defender as prerrogativas desse poder que foi criado para defendê-lo. Veja que bela história é feita quando o povo vai às ruas - disse o senador.
Para Randolfe, as lideranças políticas devem apoiar os jovens em seu descontentamento com os limites da democracia representativa e sua exigência de respostas "concretas e imediatas" às grandes demandas da nação. Ele apoiou as manifestações previstas para 30 de julho, nas quais, afirmou, o povo enfrentará o "esquema corrupto da Dona Fifa".
O parlamentar defendeu a ampliação dos mecanismos de democracia direta, mas acredita que, antes da reforma política, é preciso propor o remanejamento de R$ 181 bilhões previstos para pagamento de dívidas estatais para o reforço dos orçamentos de educação, saúde e segurança. Ele criticou a responsabilidade fiscal, que classificou como "eufemismo" para redução de investimentos públicos:
- Não é possível servir, portanto, a dois senhores. Não é possível servir àqueles que lucram com a dívida pública e, ao mesmo tempo, servir ao que está sendo reclamado pelo povo brasileiro - resumiu.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE: