Vanessa Grazziotin pede imparcialidade ao STF no julgamento da divisão dos royalties
Da Redação | 20/03/2013, 16h55
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) pediu nesta quarta-feira (20) que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julguem de forma imparcial a ação direta de inconstitucionalidade das novas regras de repartição dos royalties do petróleo.
Na segunda-feira (18), a ministra Cármen Lúcia suspendeu, em decisão liminar, vários artigos da Lei 12.734/2012, que redistribui os royalties do petróleo, com a alegação de que há “riscos objetivamente demonstrados da eficácia dos dispositivos e dos seus efeitos, de difícil desfazimento”.
A decisão liminar foi concedida em ação ajuizada pelo estado do Rio de Janeiro que questionou a constitucionalidade da lei após o Congresso ter derrubado o veto da presidente Dilma Rousseff. A decisão pode ser revertida pelo Plenário do Supremo.
- Se há perdas para alguns, a grande maioria perde com as regras atuais. Espero que todos os ministros tenham um olhar nacional, que o julgamento seja imparcial, que os ministros não olhem apenas para o Rio de Janeiro, mas para o Brasil inteiro - disse.
A senadora reiterou que a versão original do projeto - restabelecido pelos parlamentares com a derrubada do veto da presidente Dilma - não prejudica os contratos já assinados, mas promove maior justiça na partilha dos recursos.
- Nós não estamos mexendo em contratos. Cerca de 30% do petróleo do pré-sal já foi licitado. Esses contratos não estão sendo mexidos. O que estamos modificando é a parcela que pertence à União – argumentou.
A parlamentar citou ainda estudo da Consultoria Legislativa do Senado segundo o qual, se os vetos presidenciais tivessem sido mantidos, no ano de 2020 o estado do Rio de Janeiro ficaria com mais de 73% dos recursos provenientes dos royalties, o Espírito Santo contaria com 7,5% e São Paulo com 6,5%
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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