Prefeitos das capitais estão 'apertando o cinto', diz ACM Neto
Da Redação | 20/03/2013, 14h25
Ao participar do encontro dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal com prefeitos de diversas capitais sobre o pacto federativo, Antonio Carlos Magalhães Neto, que está à frente da gestão de Salvador, declarou que os prefeitos das capitais "estão apertando o cinto" no início dos seus mandatos.
Entre as "duras" medidas de ajuste fiscal que estão adotando, ressaltou ele, está o contingenciamento dos orçamentos municipais, como foi o caso da capital baiana.
– E, em geral, quase todas as capitais têm baixíssima capacidade de investimento com recursos próprios - acrescentou ele, lembrando que há "um processo histórico de concentração de receitas com o governo federal, em detrimento das finanças municipais".
Um dos problemas apontados por ACM Neto é o financiamento à saúde, "que é dramático e precisa de atenção especial" como ressaltou. Segundo ele, muitas capitais acabaram se tornando responsáveis pelo atendimento a todo o estado, pois vários municípios do interior não são capazes de fazer isso de modo adequado, especialmente nos casos de procedimentos de média e alta complexidade.
O prefeito de Salvador também argumentou ser preciso "ampliar a base" do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), ou seja, aumentar a quantidade de tributos destinados a esse fundo. Ele solicitou ainda que as desonerações tributárias que afetem os municípios sejam acompanhadas de compensações. Pediu por fim discussão sobre o pagamento dos precatórios (decisões judiciais para pagamento de dívidas pelos entes da federação), que, como observou, pode prejudicar as prefeituras.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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