Cyro Miranda pede zelo com documentos históricos e critica descaso com Arquivo Nacional
Da Redação | 19/03/2013, 15h25
Em discurso no Plenário nesta terça-feira (19), o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) manifestou preocupação com a preservação da memória nacional. Ele destacou a matéria Memória em risco, publicada no último dia 13 pelo jornal O Estado de São Paulo, segundo a qual um temporal no Rio de Janeiro (RJ) danificou parte dos documentos do Arquivo Nacional – o órgão responsável por preservar e divulgar os registros públicos.
Cyro disse que "sem memória nacional, não há povo, cidadania ou nação". Ao que parece, segundo o senador, conta-se mais com a sorte do que com o planejamento para preservar os documentos do Arquivo Nacional. Papéis históricos do Ministério da Justiça, registros sobre a Era Vargas e sobre o reinado de Dom João VI estão entre os documentos danificados.
- Os documentos da Lei Áurea só não foram atingidos porque estavam em exposição em outro local – disse o senador.
Segundo Cyro Miranda, conforme depoimento de servidores, as inundações no Arquivo Nacional têm se repetido ao longo dos anos. O parlamentar disse que o prédio que abriga o Arquivo Nacional precisa de qualidade técnica de preservação.
- Quando se perde uma peça do passado, perde-se também um fato, por mais restrito que seja – lamentou.
De acordo com o senador, a documentação em arquivos e museus permite a revisão do passado para a compreensão do presente. Ele acrescentou que a memória de um povo também se escreve em certidões, contratos de compra e venda e outras fontes, e lamentou que não exista uma política pública e eficaz para a preservação de documentos em arquivos e museus.
Na visão do senador, os estragos em prédios que abrigam documentos públicos revelam que o governo não tem o devido zelo com a memória nacional, preferindo a cultura dos improvisos e dos remendos. Cyro Miranda afirmou que o Brasil moderno e contemporâneo não pode prescindir de uma política de preservação de documentos públicos.
- O estrago na memória nacional é irreversível, não tem volta – alertou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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