Cícero Lucena exalta honestidade e sensibilidade social de Ronaldo Cunha Lima
Da Redação | 19/03/2013, 17h51
Durante sessão de homenagem nesta segunda-feira (18), o senador Cícero Lucena (PSDB-PB) classificou Ronaldo Cunha Lima, que completaria 77 anos na data, como a maior liderança política da História da Paraíba. Segundo o senador, Ronaldo, morto no ano passado, está cada vez mais presente pelo exemplo de sua vida.
Para Cícero, que fez uma extensa recordação das homenagens do povo a Ronaldo Cunha Lima, sua carreira constitui uma lição permanente aos homens públicos.
- Ser temido não significa ser amado; impor o medo não significa granjear respeito. Mais ainda, aprendemos com a sua vida o que a sua morte ratificou e consagrou: para ser respeitado, ninguém precisa ser distante -- afirmou o senador.
Cícero lembrou de sua primeira experiência na vida pública, em 1990, como candidato a vice-governador da Paraíba na chapa de Ronaldo Cunha Lima, e da dificuldade para conseguir apoio a uma campanha "sob o signo da mudança". Na ocasião, conforme lembrou, um prefeito que apoiava Ronaldo recusou espaço no palanque para um amigo "sem votos, sem nome, sem recursos" do candidato.
- Contra a opinião da assessoria e de toda a campanha, Ronaldo agradeceu o apoio, mas retirou-se do palanque e foi para a casa do amigo, de onde viu o prefeito mandar rasgar todos os cartazes colados apenas horas antes.
Os anos de Ronaldo no governo da Paraíba (1991-1994), segundo Cícero, foram marcantes para a administração pública: ele teria se recusado a demitir servidores públicos por considerar que "demitir em época de crise é aumentar a própria crise".
Cícero Lucena assinalou, ainda, que Ronaldo Cunha Lima não enriqueceu nos muitos cargos eletivos que ocupou, e, nas homenagens póstumas que comoveram toda a Paraíba, o ex-governador "colheu em gratidão o que plantara com generosidade":
- O patrimônio maior de Ronaldo continuou único e intransferível: a honorabilidade pessoal que até os próprios adversários sempre reconheceram e respeitaram a sensibilidade social, que o fez certamente único - concluiu.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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