Jorge Viana rebate críticas do PSDB à gestão da Petrobras
Da Redação | 13/03/2013, 20h50
O senador Jorge Viana (PT-AC) rebateu da tribuna criticas à gestão petista da Petrobras, feitas pelo PSDB durante o seminário Recuperar a Petrobras é o nosso Desafio, realizado nesta quarta-feira (13), na Câmara dos Deputados.
Ao contraditar alegações do PSDB de politização pelo PT da administração da empresa e de gestão temerária, Jorge Viana citou dados confrontando a situação da empresa durante os governos do então presidente Fernando Henrique Cardoso e os de Lula e Dilma Rousseff.
Segundo ele, a situação atual da empresa comprova, ao contrário do sustentado pelo PSDB, que a gestão petista tem contribuído apenas para fortalecê-la.
— Em 2002 a receita da Petrobras, quando o PT recebeu o governo do PSDB, era de R$ 69 bilhões, atingindo, em 2012, R$ 281 bilhões. Essa é a gestão técnica do PT. Essa é a nossa Petrobras. Petrobras do Brasil. A outra era a Petrobras que eles tinham como problema. Para nós do PT Petrobras é solução, é estratégica para o Brasil se firmar diante do mundo — disse.
Comparando o lucro líquido da empresa, Jorge Viana lembrou que enquanto em 2002 foi de apenas R$ 8 bilhões, em 2012 chegou a R$ 20 bilhões.
— Que Petrobras nós recebemos? Que Petrobras tem hoje o nosso país? — questionou Jorge Viana.
Com relação ao valor de mercado da empresa, Jorge Viana recordou que durante o período FHC foi de US$ 15 bilhões, chegando a US$ 126 bilhões.
Jorge Viana criticou ainda a significativa redução de pessoal ocorrida na gestão tucana, quando a Petrobras contou com apenas 46 mil empregados. Atualmente, de acordo com ele, a empresa emprega 85 mil pessoas.
Em aparte, o senador Wellington Dias (PT-PI) manifestou seu apoio ao pronunciamento de Jorge Viana, alertando para os efeitos prejudiciais das críticas do PSDB à imagem da Petrobras.
— Fazem críticas como se fosse uma empresa qualquer. Nós estamos falando de uma companhia que está investindo, neste instante, cerca de R$ 230 bilhões. Que empresas em dificuldades investem esse montante? — disse Wellington Dias.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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