Rollemberg destaca influência positiva das Olimpíadas de Matemática

Da Redação | 04/03/2013, 17h30

O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) destacou a influência da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas no futuro dos jovens. Ele foi um dos coordenadores das duas primeiras edições da competição, na função de secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, em 2005.

- O objetivo é apresentar problemas que despertam o interesse e a curiosidade de professores e estudantes.  Todos os alunos de escolas públicas, municipais, estatuais ou federais podem participar das olimpíadas – disse, informou o senador, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (4).

Entre as vantagens de participar das olimpíadas, ressaltou Rollemberg,  está o acesso a material didático de qualidade e ao Programa de Iniciação Científica Junior do Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – oferecido aos medalhistas, que ganham bolsa mensal de R$ 100,00 durante  um ano. Também os professores com graduação têm iniciação científica em nível de mestrado com bolsas do CNPq e da Capes. Outro benefício é a formação de clubes de matemática, locais de ambiente interativo, em que os alunos são estimulados a trabalhar em grupo.

- A matemática, se ensinada de forma diferente, pode se transformar numa grande atração. Ela é fundamental para a formação de engenheiros e cientistas, e por isso é extremamente importante para o futuro do país.

Rollemberg fez uma retrospectiva desde a primeira edição da olimpíada, em 2005. Ele informou que 10 milhões de estudantes participaram das provas naquela época; hoje são 19,1 milhões de alunos, representando 99,4% dos municípios. Em 2012, foram 45,3 mil alunos foram premiados com 500 medalhas de ouro, 902 de prata, 3.102 de bronze e 40.930 menções honrosas.

Prova Brasil

O senador citou duas pesquisas – da Universidade de São Paulo e da Fundação Getúlio Vargas – que mostram a relação direta entre a participação dos jovens na olimpíada de matemática com o aumento das notas na disciplina na Prova Brasil. De acordo com os pesquisadores, alunos que participaram de três edições das olimpíadas alcançam 2,8 pontos a mais na avaliação, em relação a seus pares.

Rollemberg citou as histórias de Tabata Amaral, estudante que ganhou prata e ouro nas olimpíadas, e aproveitou a chance. Hoje ela cursa astrofísica em Harvard, nos Estados Unidos. Também falou de Ricardo Oliveira, que deve começar em breve o curso de mecatrônica industrial. Os dois foram citados na reportagem do jornal O Globo que levou Rollemberg a fazer o pronunciamento na tribuna.

Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que o Brasil não pode desperdiçar seus cérebros mais brilhantes.

- Precisamos dar a eles o trampolim que permite saltarem. Esse trampolim é a educação de qualidade. A grande meta deste país é a escola igual para todos – disse.

Olimpíadas

As Olimpíadas de Matemática são uma parceria do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Ministério da Educação e Ministério de Ciência e Tecnologia. Os alunos das redes públicas municipais, estaduais e federal fazem primeiro uma prova objetiva, com 20 questões. Apenas os mais bem classificados passam para a segunda fase, que é discursiva. Os premiados ocupam as 4,5 mil vagas do programa de iniciação científica do CNPq.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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