Agronegócio sofre com infraestrutura precária, diz Ruben Figueiró

Da Redação | 04/03/2013, 15h55

Apesar de o agronegócio brasileiro ser “extremamente eficente”, afirmou o senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) em discurso nesta segunda-feira (4), o setor é prejudicado pela precária infraestrutura nacional, principalmente a de transportes.

- Não há quem negue que a produção do campo brasileiro é um grande caso de sucesso mundial. O que preocupa, porém, continua a ser a deficiência da nossa infraestrutura, estradas, ferrovias, hidrovias, portos. Todo o sistema que poderia dar sustentabilidade ao setor produtivo apresenta graves deficiências. A nossa infraestrutura segue em descompasso com o ritmo de nossa produção agropecuária – afirmou.

Segundo o IBGE, informou Ruben Figueiró, a safra brasileira de 2013 deve totalizar mais de 183 milhões de toneladas, 13,1% maior que a de 2012. Com esse aumento da produção e da produtividade, o setor influencia de maneira positiva as exportações, gerando divisas para o Brasil.

Entretanto, disse o senador, a infraestrutura deficiente onera o setor, aumentando o custo de exportação e fazendo com que o país perca competitividade no mercado internacional.

- O Brasil continua na contramão do processo de crescimento sustentável. Faltam estradas, faltam trilhos e o nosso setor portuário está no gargalo, ou seja, os investimentos públicos estão extremamente atrasados, enquanto o setor privado começa a ficar desesperado, não sabendo como poderá escoar a sua produção no decorrer deste ano – disse.

Para Ruben Figueiró, o governo federal não está sendo tão eficiente quanto deveria, pois a inflação vem aumentando, o Produto Interno Bruto apresenta “crescimento modestíssimo” e a geração de empregos anda baixa.

O senador cobrou do ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicações sobre a real proposta do governo para a economia e como o país vai superar os gargalos que diminuem a velocidade do crescimento.

- O governo me parece confuso. Uma medida, como a redução das tarifas de energia elétrica, termina por ser anulada porque foi atropelada por decisões subsequentes de elevação no preço dos combustíveis, que incidirá sobre a inflação, levando a desdobramentos imprevisíveis – alertou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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