Magno Malta quer ajudar missionários brasileiros presos no Senegal

Da Redação | 13/11/2012, 18h30

O senador Magno Malta (PR-ES) registrou nesta terça-feira (13), em discurso no Senado, a prisão de dois missionários brasileiros no Senegal. O pastor José Dílson da Silva e Zeneide Moreira Novaes foram presos sob a acusação de acolher e evangelizar crianças de rua sem a autorização dos pais, além de serem acusados de maus tratos. Segundo o senador, eles teriam sido denunciados por cidadãos muçulmanos contrários ao cristianismo. O islamismo é a religião dominante no país.

O pastor é o líder do projeto Obadias, enviado à região de Mbur, no Senegal, pela Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT). Ainda segundo informações repassadas ao senador, os missionários presos na semana passada já devem ir a julgamento nesta quarta-feira (14). O parlamentar se disse intrigado com a  rapidez do julgamento dos acusados.

Magno Malta declarou que entrou em contato com o presidente nacional da Igreja Presbiteriana, Roberto Brasileiro, e também conversou com o ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, para encontrarem uma solução rápida para o caso. O senador ainda esteve em audiência com o embaixador do Senegal no Brasil, El Hadji Abdoul Aziz Ndiaye, que se comprometeu a acompanhar a condução do processo.

Em aparte, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) manifestou apoio aos esforços para ajudar os religiosos. Ele mencionou caso semelhante na Jordânia, onde um pastor brasileiro preso e condenado à morte foi libertado com a participação do Itamaraty.

Para Magno Malta, a saída dos missionários do Senegal seria uma grande perda para as crianças assistidas. Ele espera que “haja um entendimento do judiciário para que eles permaneçam no país”.

"Deus seja louvado"

No mesmo pronunciamento o senador também repudiou pedido do Ministério Público de São Paulo para que as novas cédulas de real sejam impressas sem a frase "Deus seja louvado". Atitude que Magno Malta disse receber com “tristeza e indignação”. Ele ressaltou que, embora a Constituição declare que o Estado é laico, “nós somos um país cristão”.

O senador informou que vai pedir explicações à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, por “não entender” o fundamento da ação judicial. Na opinião dele, a frase é uma “expressão de gratidão a Deus por todas as bênçãos recebidas no país que é um grande produtor, livre de guerras civis e catástrofes naturais”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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