Pedro Taques será relator de processo contra Demóstenes na CCJ

Da Redação | 26/06/2012, 17h50

O senador Pedro Taques (PDT-MT) confirmou que aceitará ser relator do processo de cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A escolha de Taques foi feita pelo presidente da CCJ, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Eunício Oliveira disse, ao sair de reunião com o presidente do Senado, José Sarney, que a CCJ deverá votar o parecer na quarta-feira da próxima semana (4). O relatório pela cassação de Demóstenes – elaborado pelo senador Humberto Costa (PT-PE) – foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

O prazo atende ao Regimento Interno do Senado Federal, que prevê cinco sessões deliberativas de interstício entre a decisão do Conselho de Ética e a votação na CCJ. De acordo com anúncio feito por Sarney nesta tarde, haverá sessões deliberativas (votações) nas próximas duas segundas-feiras (2/7 e 9/7).

“Verdade”

Apesar de não fazer parte do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, Pedro Taques compareceu a todas as reuniões relacionadas ao processo contra Demóstenes.

- Não voto neste Conselho de Ética, não voto aqui, mas fiz questão de acompanhar a todas as reuniões, li todos os documentos. Não fiz pré-julgamentos, mas a verdade deve aparecer – declarou Taques nesta segunda-feira, quando foi aprovado o parecer de Humberto Costa.

Pedro Taques relatou ter recebido uma ligação de Demóstenes às três da manhã do dia 3 de março, na qual o colega pediu que o ouvisse antes de qualquer coisa. O fato se deu pouco depois de aparecerem as primeiras notícias sobre ligações entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira, que foi preso em operação da Polícia Federal. Segundo Taques, ele e Randolfe foram à casa do colega no dia 5 de março e pediram que ele esclarecesse os fatos no Plenário.

- Sou mais amigo da verdade. E a verdade, por mais que seja duro para alguns julgar um seu semelhante, que é uma atividade dura, difícil, mas é uma atividade honrada – afirmou Taques.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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