Jayme Campos exalta atuação das CPIs

Da Redação | 22/05/2012, 20h20

Em pronunciamento nesta terça-feira (22), o senador Jayme Campos (DEM-MT) disse que a fiscalização dos atos praticados pelo governo, por meio das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e do constante acompanhamento da máquina burocrática, é uma das maiores responsabilidades atribuídas ao legislador brasileiro.

A ferramenta, lembrou, tem sido utilizada desde o século 15 na Inglaterra, como eficaz instrumento de controle e garantia dos pesos e contrapesos indispensáveis ao estado de direito.

De acordo com Jayme Campos, as CPIs passaram a integrar o contexto institucional brasileiro em 1934, mas foi com a Constituição de 1988 que o instituto se firmou com elevado grau de soberania e amplo poder de investigação, amadurecendo graças à pressão exercida pela opinião pública.

Jayme Campos disse que o trabalho das comissões é reforçado atualmente pela atuação das redes sociais, que tornam mais difícil “jogar a poeira para baixo do tapete”.

– O eleitor não se deixa mais fazer de bobo, está de olho, bem informado. A tecnologia dos meios de comunicação, sobretudo a internet, decretou o fim do faz de conta, e a decantada corrupção está com os dias contados – afirmou.

Jayme Campos disse ainda que “mais cedo ou mais tarde toda roupa suja será lavada às claras”. Segundo ele, diante da pressão das ruas, será impossível prevalecerem acordos para “abafar o obvio”.

– Tudo vaza, tudo vem a público, ninguém mais mascara e distorce a realidade dos fatos – afirmou.

O senador disse que se pode constatar, desde a CPI de PC Farias, passando pelas CPIs do Narcotráfico, dos Anões do Orçamento, do Roubo de Cargas, do Bingo e dos Correios, consequências palpáveis à medida que a ação do parlamento se soma à indignação popular.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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