Ana Amélia comemora aprovação de projeto que obriga planos de saúde a cobrir quimioterapia em casa
Da Redação | 17/05/2012, 17h55
A senadora Ana Amélia (PP-RS) comemorou aprovação de projeto seu que inclui, no rol dos serviços prestados pelos planos de saúde, a quimioterapia oral em domicílio. A proposta (PLS 352/11) foi discutida em audiências públicas com várias organizações que trabalham com pacientes de câncer, foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
Em discurso nesta quinta-feira (17), ela avaliou que esta é a forma mais adequada do ponto de vista médico para o atendimento às pessoas em tratamento contra o câncer.
Com o atendimento em casa, argumentou, haverá uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes que sofrem com câncer e precisam deixar seus lares para receber um tratamento doloroso. Além disso, ela salientou que a quimioterapia convencional é agressiva, invasiva, exige internação, deixa a pessoa suscetível à contaminação e mais, ocupa vagas de hospital que poderiam ser usadas para atendimentos de emergência.
A senadora disse reconhecer que isso representa um encargo adicional para os planos de saúde, até porque esses medicamentos têm custo elevado. Por isso, ela disse esperar que a Indústria Farmacêutica Brasileira, como se fosse uma cadeia produtiva, entendesse o espírito dessa iniciativa legislativa e, assim, propiciasse a redução ou o percentual mínimo possível do preço desses medicamentos.
- Para que haja um compartilhamento de responsabilidade social, seja dos planos de saúde, seja da indústria farmacêutica e dos próprios médicos que vão recomendar esses medicamentos – afirmou.
A proposta (PLS 352/11) foi discutida em audiências públicas com várias organizações que trabalham com pacientes de câncer, foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
Ana Amélia mencionou ainda outra ideia ligada ao tema: a necessidade de elaborar um projeto que permita o abatimento, do Imposto de Renda de Pessoa Física, das doações feitas a hospitais de apoio comunitário para pacientes com câncer, como o de Barretos, em São Paulo.
O senador Jayme Campos (DEM-MT) elogiou a atuação da senadora no Parlamento e comemorou a aprovação de sua proposta e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) sugeriu que o Congresso faça um mutirão de aprovação dos projetos relativos à saúde.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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