Água de qualidade deve ser meta da Rio+20, diz secretário da Ciência e Tecnologia

Da Redação | 15/05/2012, 11h10

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, afirmou que uma das metas a serem estabelecidas na Rio+20 deve ser assegurar água segura e em quantidade para a população mundial. Segundo informou, mais de 1,5 bilhão de pessoas ainda não têm acesso à água de qualidade e em quantidade suficiente.

Em sua opinão, as metas estabelecidas na Rio+20 devem convergir para metas de desenvolvimento sustentável a serem alcançadas no horizonte de uma ou duas décadas, devendo se concretizar até 2032. O encontro, disse ele, deve trazer resultados concretos.

- O ideal é que a Rio+20 ofereça um resultado concreto e pragmático - ressaltou o secretário em audiência pública que debate no Senado o tema “Inovação para Sustentabilidade”, um dos assuntos em foco na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável a ser realizada em junho no Rio de Janeiro.

Ainda segundo o secretário, outras metas da Rio+20 devem ser: assegurar uma agricultura sustentável, para que 100% da população tenha acesso a alimentos; diminuir a área destinada à agricultura; reduzir os gases que aumentam o efeito estufa produzidos pelo setor agrícola, responsável hoje por 30% das emissões; reduzir em 20% o desmatamento global; e aumentar o uso de energias renováveis.

O Brasil, como observou, é o país com maior potencial de energia renovável e tem dado exemplo na redução do desmatamento. Em sua opinião, o Código Florestal é um instrumento de equilíbrio e deveria indicar uma meta de redução do desmatamento.

A audiência é promovida pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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