Requião diz que Malvinas são argentinas e que impasse deve ter solução pacífica

Da Redação | 02/04/2012, 16h45

As Ilhas Malvinas são da Argentina e o caminho para sua retomada é a pressão política, que favoreça a adoção de uma solução pacífica para o conflito com a Grã-Bretanha, afirmou nesta segunda-feira (2) o senador Roberto Requião (PMDB-PR), em discurso acompanhado pelo embaixador argentino, Luiz Maria Kreckler.

Presidente da representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), o senador conclamou os demais parlamentares a assinar declaração de apoio à causa da Argentina, cujo governo promoveu hoje, em Ushuaia, ato pela soberania das Ilhas Malvinas, 30 anos após o início do conflito vencido pelos britânicos.

A Declaração de Apoio à República Argentina pelas Ilhas Malvinas, Georgias e Sandwich do Sul, a ser levada à próxima reunião do Parlasul no dia 13, em Montevidéu, afirma que a região constitui parte integral e indivisível do território argentino. E que a demanda é uma causa de todos os países da América Latina e da comunidade internacional.

Requião disse que a historia do continente sul-americano está “profundamente castigada pelo sofrimento que durante séculos nossos povos tiveram que enfrentar pela opressão e dependência de potências estrangeiras”. O senador ressaltou ainda que o colonialismo “foi causa do saque dos recursos naturais que condenou à pobreza países ricos, injusta e ilegitimamente”.

- Antes, foram a borracha, o ouro, a prata, as madeiras preciosas. Hoje, as reservas petrolíferas do nosso subsolo continental, oceânico, e as imensas riquezas pesqueiras de nossos mares – afirmou.

Requião disse ainda que o Parlasul tem sido um espaço privilegiado da manifestação da solidariedade dos brasileiros, paraguaios e uruguaios aos argentinos na questão das Malvinas. A mais recente declaração do Parlasul sobre o tema é fruto de proposta de autoria do senador, em reunião plenária realizada em Montevidéu, em dezembro de 2012.

Trata-se de recomendação ao Conselho do Mercado Comum, o órgão decisório supremo do Mercosul, para a solução pacífica do problema Ilhas Malvinas. No documento, o Parlasul recomenda que, nas negociações de todos os tratados e acordos comerciais, seja levada em conta a questão das Malvinas ocupadas, buscando-se uma solução pacífica para o conflito.

Em apartes, anunciaram apoio à declaração encaminhada por Requião os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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