Davim cobra solução para crise entre operadoras de saúde e médicos

Da Redação | 22/11/2011, 16h12

O senador Paulo Davim (PV-RN) disse que é preciso solucionar os impasses entre a classe médica e as operadoras de planos de saúde e sugeriu, para mediadores, a Agência Nacional de Saúde (ANS) e a Secretaria de Direito Econômico. Ele comentou no Plenário, na tarde desta terça-feira (22), o debate ocorrido mais cedo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) sobre saúde suplementar no Brasil.

- Sabemos que 47 milhões de brasileiros usam a assistência de saúde suplementar, num total de 1,6 mil operadoras de plano de saúde e 160 mil médicos que trabalham nesse segmento. Essa é uma área estratégica porque o sistema público de saúde não tem condição de absorver essa demanda de brasileiros que hoje é atendida na rede privada por planos de saúde - alertou.

De acordo com Davim, que é médico e foi autor do pedido de realização do debate na CAS, é fundamental solucionar a crise com urgência. Ele enumerou os fatores que mais dividem operadoras de saúde e médicos: o valor dos honorários pagos, a interferência das operadoras no ato médico e na relação entre o profissional e o paciente; e, por fim, as limitações impostas pelas operadoras aos usuários dos hospitais privados.

O senador também defendeu, em seu pronunciamento, a liberdade para os médicos estabelecerem os preços dos seus serviços, assim como acontece com outras categorias de autônomos.

Na visão de Davim, a crise da saúde pública acabou por contaminar a saúde suplementar.

- Vamos tratar de apaziguar os problemas da saúde suplementar - aconselhou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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