Marinor Brito manifesta indignação com poucos recursos para combater tráfico de pessoas
Da Redação | 17/11/2011, 19h38
Em pronunciamento pela liderança de seu partido, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) manifestou sua "indignação", nesta quinta-feira (17), com a pequena verba destinada ao combate ao tráfico de pessoas na proposta orçamentária do governo, e pediu aos senadores a aprovação de emenda de bancada para reverter essa situação. Para a senadora, é "molecagem" propor R$ 1 milhão para enfrentamento de um problema de grandes proporções.
- Eu fiquei envergonhada e não sei nem por quê. Quem devia ficar envergonhada era a presidente da República, que fala em direitos humanos. Quem devia ficar envergonhado era o Ministro do Planejamento, que desconsidera, por ignorância, mas porque quer ignorar, uma realidade dura, nua e crua da violação de direitos humanos neste país - protestou a senadora.
Segundo Marinor Brito, o tráfico de pessoas gera lucros de mais de R$ 32 bilhões por ano aproveitando-se da vulnerabilidade social. A senadora também pediu que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ajude a CPI do Tráfico de Pessoas realizar seu trabalho para identificar as rotas de tráfico de pessoas.
- Nós estamos respondendo a uma lógica que precisa ser alterada: a lógica da conivência, a lógica de não denunciar, a lógica de fazer de conta que a política existe quando, na verdade, não existe.
Terras indígenas
A senadora mencionou audiência realizada hoje reunindo a bancada do PSOL e o ministro José Eduardo Cardozo. Segundo Marinor Brito, os parlamentares pediram ao governo que trate com seriedade os problemas vividos pelas comunidades indígenas e interfira nos conflitos de terras para evitar "derramamento de sangue":
- Existe uma descrença das populações indígenas, das populações tradicionais, no governo brasileiro porque as audiências que são realizadas nas regiões resultam em acordos que, ao longo dos anos, não vêm sendo cumpridos pelo governo brasileiro.
Na mesma audiência, Marinor Brito informou que o ministro foi cobrado sobre os critérios de escolha dos membros da Comissão da Verdade e sobre a questão dos anistiados do Arsenal de Marinha.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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