Wilson Santiago alerta para desaquecimento da indústria e queda no investimento tecnológico
Da Redação | 03/11/2011, 16h59
O senador Wilson Santiago (PMDB-PB) fez um alerta em Plenário, nesta quinta-feira (3), para a queda de 2% na produção industrial, em conseqüência do agravamento da crise internacional e da diminuição nos investimentos em equipamentos tecnológicos no país em 2011. O senador lembrou que tais investimentos chegaram a crescer a taxas de até 12% em anos anteriores.
- Não poderemos falar em desenvolvimento brasileiro, sem avançarmos na tecnologia e também na educação tecnológica. É impossível pensar em êxito na economia sem considerar a necessidade do progresso técnico - disse o parlamentar, para quem a criação, pelo governo, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), dará ao país condições de aperfeiçoamento de mão de obra, de qualificação profissional e poderá evitar que jovens entre 18 e 24 anos - são mais de 3,5 milhões de jovens -, fiquem sem estudar e sem trabalhar.
Os gastos em software e equipamentos tecnológicos, que possibilitam inovação tecnológica e têm interferência direta na geração de emprego e renda, foram reduzidos e, com isso, as condições de competitividade do país no mercado internacional irão piorar, num momento delicado de crise internacional. De acordo com Wilson Santiago, a recuperação do setor só ocorrerá em 2013.
- A paralisação [dos investimentos] significa um grande retrocesso. De hora em hora, tem atualização em software e precisamos investir nesse setor para enfrentar o mundo da atualização tecnológica. A instabilidade no mercado internacional levando à estagnação de investimento nas companhias estrangeiras, levando à competição, nos deixará em condição de desvantagem na competição global. - defendeu.
Wilson Santiago mencionou também projeto (PLS 186/2011) de sua autoria que determina o aproveitamento do pelo menos 40% do espaço físico de escolas públicas estaduais e municipais para qualificação de alunos do ensino médio, em parceria com governos estaduais e prefeituras. Isso para garantir que jovens tenham formação técnica que os capacite a se empregar e ter uma profissão.
Um dos problemas do país, apontou, é a falta de mão de obra qualificada, o que obriga o Brasil a buscar profissionais no exterior. Para o senador, é preciso que o setor privado some esforços ao governo em busca de uma solução para superar os efeitos adversos da crise internacional. Para ele, o Legislativo e as entidades representativas do setor precisam adotar uma agenda positiva para superar essa fase de inibição de investimentos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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