Ana Rita saúda eleição de Graziano para dirigir a FAO e exalta combate à pobreza no Brasil
Da Redação | 30/06/2011, 17h27
A senadora Ana Rita (PT-ES) comemorou, em pronunciamento nesta quinta-feira (30), a eleição de José Graziano como diretor da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). A parlamentar lembrou que Graziano é o primeiro latino-americano a presidir a entidade e que o Brasil vive um momento histórico no combate à miséria.
- Com o governo Lula, a luta contra a fome se tornou uma questão primordial, com direito a programas específicos e muitas visitas cordiais a outros países do mundo com a bandeira de erradicação desse mal - afirmou.
Assinalando que 20 milhões de pessoas no mundo morrem por ano por causa da fome e 1,1 bilhão vivem na pobreza, Ana Rita lamentou a grande disparidade de renda no Brasil, mas lembrou os planos de combate à miséria e registrou que o índice de famílias mais pobres no Brasil teve redução de 11,7% nos últimos 12 meses.
- É uma taxa excepcional quando comparada com outros países do mundo, inclusive os mais desenvolvidos, que passam por crises econômicas terríveis. O Brasil tem conseguido reduzir as desigualdades sociais graças à estabilidade democrática, ao controle da inflação, aos avanços na área educacional, aos programas de transferência de renda como o Bolsa Família, e ao fortalecimento do valor do salário mínimo e das aposentadorias.
Ana Rita citou números do Censo Agropecuário de 2006 que mostram a importância da agricultura familiar no Brasil: segundo as estatísticas, a pequena agricultura produz cerca de 70% dos alimentos do país, apesar de ocupar 24,3% da área agrícola. A senadora lamentou a escassez de recursos do governo federal para apoiar a agricultura familiar
Trabalho doméstico
A senadora também registrou a aprovação pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) de normas internacionais que levarão a melhorias no trabalho doméstico. Ana Rita afirma que, através do novo regulamento, a OIT lança um "olhar protetivo" sobre milhões de mulheres que sofrem com falta de leis mais firmes e com o preconceito contra a profissão.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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