Marta Suplicy: Brasil deve colaborar com fundo que combate à Aids, tuberculose e malária

Da Redação | 28/06/2011, 16h24


Matéria corrigida às 21h36

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) relatou nesta terça-feira (28) em Plenário sua participação na abertura do Fórum de Parceria do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária, que acontece em São Paulo até o dia 30 deste mês. A senadora chamou a atenção para a importância do próximo encontro, em julho, e disse que o Brasil deve colaborar no combate a essas doenças, que afetam especialmente os países mais pobres.

A senadora também demonstrou confiança de que a presidente da República, Dilma Rousseff, terá um papel catalisador na postura de ajuda global, como o ex-presidente Lula teve no combate à fome. Ela aposta na criatividade brasileira para pensar em fórmulas de colaboração.

Marta Suplicy disse que o Fundo Global é maior entidade de combate a essas três doenças, que devastam os países mais pobres e em desenvolvimento. Ela disse que, nos últimos 12 meses, mais de 400 mil pessoas infectadas pelo HIV começaram a receber o tratamento anti-retroviral por meio da assistência do Fundo Global. No total, são atendidas 3,2 milhões de pessoas.

Em relação à tuberculose, a senadora salientou que nesse mesmo período mais de 1,2 milhão receberam tratamento e, desde 2003, o total acumulado é de 8,2 milhões de pessoas atendidas. Ela disse que, com financiamento aprovado de US$ 22 bilhões, o Fundo Global tem atendido metade dos pacientes que recebem tratamento de AIDS no mundo e fornece 65% do financiamento internacional para combater a tuberculose e a malária. Dentre as ações, foram distribuídos 190 milhões de mosquiteiros com inseticida para combater a malária, sendo 70 milhões apenas no último ano.

- Por sermos pioneiros, o Brasil foi citado como exemplo para o mundo por disponibilizar um tratamento universal para a AIDS. O Brasil é um dos poucos países que dá assistência integral à pessoa portadora do vírus HIV - assinalou.

Marta Suplicy disse que quando se fala em Aids, tuberculose e malária também se fala em pobreza. Para ela, o Brasil tem tudo para ser uma liderança nessa fase de discussões sobre o combate a essas três doenças. Devido às dificuldades financeiras enfrentadas pelo mundo, a senadora disse que o Fundo Global precisa de um "empurrão significativo", pois é subsidiado por doações dos países ricos.

- Precisamos pensar em forma de ajudar. Os países que formam o Bric [Brasil, Rússia, Índia e China], por exemplo, a Rússia doa ao fundo o mesmo montante que aplica internamente em tratamento. O Brasil recebe, pois ainda não é um doador. A Índia colabora com cerca de US$ 15 bilhões, mas não cobre o que o Fundo Global investe na Índia, e a China não investe.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

MAIS NOTÍCIAS SOBRE: