Marrocos pode ajudar brasileiros a vender mais para a Europa, afirma diplomata
Da Redação | 15/12/2010, 15h35
A proximidade geográfica com a Europa torna o Marrocos um ponto de apoio na exportação de empresas brasileiras para o continente europeu, afirmou nesta quarta-feira (15) o ministro de primeira classe Frederico Salomão Duque Estrada Meyer em sabatina na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Sua indicação para embaixador brasileiro em Rabat foi aprovada pelo colegiado e encaminhada ao Plenário do Senado.
A tradição nas relações entre os dois países - iniciadas em 1861, com a abertura de consulado brasileiro em Tânger - pode facilitar um amplo leque de cooperação, conforme avaliação feita por Duque Estrada. Seu objetivo na função, explicou aos senadores, é trabalhar todas essas possibilidades.
Em relatório favorável à indicação, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que a afirmação crescente do Marrocos entre os países do Magreb (região africana que inclui também Argélia, Tunísia, Líbia, Mauritânia e Sahara Ocidental) "permite antever uma dinâmica crescente nas relações entre os dois países, especialmente em turismo, cultura, ciência e tecnologia e comércio".
Conflitos
Depois de analisar a indicação de representante para um país com quase 150 anos de relações com o Brasil, os senadores passaram para um caso oposto: o nome do primeiro embaixador brasileiro na Bósnia e Herzegovina. O ministro de primeira classe José Augusto Lindgren Alves deve representar o Brasil em Sarajevo, a capital de uma das repúblicas dos Bálcãs resultantes da dissolução da Iugoslávia.
Ele próprio perguntou a razão de o Brasil abrir uma embaixada no país que se tornou o palco do maior conflito europeu pós-guerra. Lindgren Alves respondeu que, apesar de estar dividida em duas entidades politicamente autônomas, a Bósnia e Herzegovina faz um esforço para se firmar, no cenário internacional, como um país unido. Inclusive faz parte do Conselho de Segurança da ONU, como membro não permanente - o mesmo status do Brasil.
O comércio entre os dois países, de acordo com o diplomata, ainda é muito pequeno, mas pode crescer. Em 2009, o Brasil exportou US$ 16,5 milhões para a Bósnia e Herzegovina e importou cerca de US$ 1,6 milhão.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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