Acir Gurgacz pede prioridade para a educação no Brasil
Da Redação | 13/12/2010, 17h57
O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) afirmou, em discurso nesta segunda-feira (13), que o investimento em educação deve ser a prioridade do governo brasileiro. Ele disse esperar que o Plano Nacional de Educação (PNE), que será apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso na próxima quarta-feira (16), contemple o país com as ferramentas necessárias para fazer uma "revolução educacional".
Gurgacz citou matéria publicada pelo jornal francês Le Monde, cujo título dizia que as desigualdades na educação são o "calcanhar de Aquiles" do Brasil. A matéria foi publicada no mesmo dia da divulgação do resultado do exame do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), realizado com alunos na faixa dos 15 anos. O Brasil ficou em 53º lugar, de um total de 65 países avaliados.
- O Brasil cresceu 33 pontos na década, mas ainda está bem abaixo da média dos países desenvolvidos. Caminha para ser a quinta maior economia do mundo, mas não conseguiu resolver o caos da educação, situação absurda e paradoxal - lamentou Acir Gurgacz.
Na avaliação do senador, a péssima avaliação dos alunos brasileiros deve-se ao fato de que os estudantes têm dificuldade de aprendizado. A dificuldade de leitura e compreensão os impossibilita de apreender sozinhos. Os estudantes vão mal em Matemática e escolhem, em massa, carreiras voltadas às áreas de Humanas, o que desfalca a formação de professores e profissionais das áreas de Exatas.
A mão de obra brasileira, acrescentou Gurgacz, é pouco qualificada, e mesmo os que chegam à pós-graduação, geram teses de mestrado e doutorado inócuas, com pouco desenvolvimento científico, voltada apenas para a obtenção de um título.
Apesar da baixa colocação brasileira no Pisa, os alunos da rede federal de educação básica, escolas normalmente ligadas às universidades federais, obtiveram pontuação elevada, como a constatada em leitura (535), até mesmo superior às escolas privadas (516), enquanto as escolas da rede pública não federal alcançaram 398 pontos. O senador cobrou que a metodologia das unidades federais seja reproduzida em todo o país, e que o investimento na educação, incluindo a elevação dos salários dos professores - que em sua visão não é uma despesa, mas sim um investimento -, passe a ser uma prioridade.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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