Suplicy registra os sete anos de implantação do programa Bolsa-Família

Da Redação | 08/12/2010, 16h25


O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) registrou em Plenário os sete anos do programa Bolsa-Família, comemorados na terça-feira (7) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes.

O programa, salientou o senador, atende 12,8 milhões de famílias com renda per capita até R$ 140. O benefício varia de R$ 22 a R$ 200, conforme a renda e o número de crianças e adolescentes na família. Para receber o recurso, o governo exige que os filhos dos beneficiários frequentem a escola e que o calendário de vacinação das crianças com até 7 anos de idade esteja atualizado.

Suplicy relatou que Lula fez uma retrospectiva do programa que iniciou com o Programa Fome Zero e outras iniciativas que precederam a ambos como o Bolsa-Escola, em que o valor do benefício estava vinculado ao envio da criança à escola. O senador mencionou o desgaste sofrido pelo primeiro ministro a ocupar a pasta, José Graziano, devido às críticas ao programa, acusado por muitos de ser demagógico e não oferecer "portas de saída".

Suplicy leu trechos do discurso de Lula durante o evento, em que o presidente referiu-se a governos anteriores que preferiam "tratar os pobres como dados estatísticos e governar para uma parte da sociedade deixando a outra para a natureza tomar conta".

O parlamentar disse que sete mulheres foram selecionadas para representar os sete anos do programa e que uma delas - Ana Paula Santos Pereira - emocionou o presidente Lula ao dizer: "A minha vassoura é a caneta da minha filha", referindo-se à possibilidade que a filha teve de estudar, graças ao programa. Lula teria dito, conforme o senador, que essa foi a frase mais significativa que ouviu durante seus oito anos de mandato.

Citando a ministra Márcia Lopes, Suplicy disse que o Bolsa-Família conseguiu reduzir os índices de pobreza no país, a exemplo do índice de Gini (entre 1 e 0), que mede o grau de distribuição de renda. O índice caiu de 0,59 para 0,53 entre 2002 e 2009, indicando melhoria na distribuição de renda entre os mais ricos e os mais pobres. O senador acrescentou que Lula aposta nos recursos oriundos da exploração do petróleo na camada pré-sal para reduzir ainda mais a pobreza no Brasil.

Além do Bolsa-Família, Suplicy mencionou outros programas governamentais como o Benefício da Prestação Continuada, Previdência Rural, e Luz para Todos. Esse último, acrescentou o parlamentar, recebeu investimentos de R$ 14 bilhões, tendo gerado 345 mil empregos.

Suplicy chamou a atenção para a importância que vem ganhando o tema Renda Básica de Cidadania e pediu à futura presidente da República Dilma Rousseff a implantação gradual da lei já sancionada pelo presidente Lula, que garante a todo cidadão brasileiro a renda básica (Lei 10.835/2004).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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