Alvaro Dias diz que não propõe nova CPI para investigar Ricardo Teixeira, mas pede informações ao Banco Central

Da Redação | 30/11/2010, 19h20

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) informou em Plenário, durante as votações desta terça-feira (30), que a oposição não pedirá investigação sobre suposto recebimento de propina pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, de uma empresa estrangeira de marketing esportivo, conforme notícia divulgada pela BBC News e o jornal suíço Tages-Anzeiger na segunda-feira (29).

Segundo Alvaro Dias, o PSDB encaminhará à Mesa pedido de esclarecimento ao Banco Central sobre as possíveis providências adotadas e as conclusões a que chegou. Alvaro Dias defendeu que a CPI do Futebol, presidida por ele, encerrou seus trabalhos em 6 de dezembro de 2001 e encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) pedido de responsabilização civil e criminal dos apontados no relatório como responsáveis por irregularidades nas associações de futebol investigadas.

- Essa CPI não terminou em pizza. Foi concluída e foram adotadas as providências cabíveis - assegurou, ao enfatizar que a comissão parlamentar de inquérito realizou trabalho de investigação de forma competente. Admitiu, no entanto, que as ações penais tiveram sua tramitação prejudicada na Justiça, porque até o momento não foram concluídos os respectivos inquéritos administrativos.

Alvaro Dias acrescentou que, em decorrência da CPI, foram realizadas mudanças na Lei Geral do Esporte (L. 9.61/98), que resultaram na Lei do Torcedor e na Lei de Responsabilidade Fiscal no Futebol.

- Quando o Brasil postulava ser sede da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, nós da oposição questionamos como alguém sub judice [com ação penal não julgada] poderia estar no comando de projeto de tamanho valor para o país - enfatizou o parlamentar.

Alvaro Dias referia-se ao fato de o presidente da CBF ser também o responsável pelo Comitê Organizador da Copa de 2014, e estar envolvido, conforme a publicação suíça, em uma lista secreta de pagamentos de empresas vinculadas à Federação Internacional de Futebol (Fifa). Trata-se, sustenta a publicação, de subornos pagos pela agência de marketing ISMM/ISL por contratos de televisão em 2001.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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