Senado leva obras de Leon Clerot para o Salão Internacional do Livro da Paraíba

Da Redação | 22/11/2010, 18h25

O engenheiro civil Leon Francisco Rodriguez Clerot foi professor da antiga faculdade de filosofia da Universidade Federal da Paraíba. Natural de Nova Friburgo (RJ) - filho de um francês e de uma espanhola - ele passou as últimas décadas de sua vida na Paraíba. A experiência adquirida nessa etapa rendeu dois livros que o Conselho Editorial do Senado está comercializando em seu estande instalado no 1º Salão Internacional do Livro da Paraíba: 30 anos na Paraíba - Memórias corográficas e outras memórias e Glossário etimológico tupi/guarani - Termos geográficos, geológicos, botânicos, zoológicos, históricos e folclóricos de origem tupi-guarani, incorporados ao idioma nacional.

Em "30 anos da Paraíba" Clerot descreve vários aspectos da Paraíba classificados por ele como importantes. O autor explica, por exemplo, por que o Cabo Branco perdeu para a Ponta do Seixas, também na Paraíba, o título de ser a porção mais oriental das Américas. Mais ainda: ele prevê o desaparecimento daquele pedaço de terra em 50 anos. A paleontologia paraibana também está incluída na obra. O professor cobra que os registros históricos incrustados nas pedras de diversas localidades do estado sejam tratados com mais cuidado.

Outros temas abordados pelo professor são os recifes da costa paraibana, a espeleologia, os minérios, as zonas fisiográficas, as reservas florestais e os instrumentos indígenas feitos de pedra. Clerot também fala sobre radioatividade e algodão mocó, o aniquilamento da fauna, a "pedra lavada" do Ingá, o trabalho de olaria dos cariris, a sepultura da serra da Margarida, as sepulturas cariris e a toponímia paraibana de origem cariri e tupi.

O capítulo dedicado à toponímia paraibana foi embrião para o outro livro que o Senado levou para o Salão do Livro da Paraíba: Glossário etimológico tupi/guarani. O professor Leon Clerot pesquisou durante 25 anos as palavras do glossário. Ele morreu em dezembro de 1967, aos 78 anos, antes que seu trabalho tivesse sido publicado. A obra inclui, por exemplo, o termo borborema, que dá nome a serra e a município na Paraíba e significa "sem habitantes ou privado de moradores".

Outra cidade paraibana, Mamanguape, teve seu nome importado do vocabulário tupi-guarani. O significado é "no vale fechado". Muitos outros vocábulos utilizados não apenas na Paraíba, mas em todo o Nordeste estão incluídas no livro, como: jacaré, jatobá, jenipapo, piranha, umbu, trairi, timbaúba, tapuio. O termo tambaba, pelo qual é chamada a praia de naturismo paraibana, significa "destroços de conchas".

SERVIÇO:

30 anos na Paraíba - Memórias corográficas e outras memórias

164 páginas

15 reais

Glossário etimológico tupi/guarani - Termos geográficos, geológicos, botânicos, zoológicos, históricos e folclóricos de origem tupi-guarani, incorporados ao idioma nacional

514 páginas

30 reais

Qualquer publicação do Senado pode ser adquirida na Livraria Virtual (http://www.senado.gov.br/livraria/)

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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