Professor da Unifesp diz que não há profissionais suficientes para atender a demanda de atendimento ao autista

Da Redação | 17/11/2010, 19h55

"Fico extremamente animado com essa possibilidade do Sistema Nacional Integrado, penso que é uma superiniciativa, contudo não temos profissionais para dar conta de uma proposta dessa dimensão". A constatação foi feita pelo professor do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), Marcos Tomanik Mercadante, durante audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Sociais que debateu a criação de um sistema nacional integrado de atendimento aos autistas.

O professor informou que no Departamento de Psiquiatria Infantil da Associação Brasileira de Psiquiatria, ao qual ele também é ligado, apenas 300 profissionais detêm o título de especialista em Psiquiatria da Infância, e existe número similar de neuropediatras. Por outro lado, comparou, a estimativa é que 2 milhões de brasileiros apresentem características de autismo.

Marcos Mercadante defendeu também a necessidade de o debate sobre a criação do sistema integrado para atendimento aos autistas ser estabelecido não a partir de casos únicos ou singulares, mas da maioria. Ele destacou ainda a importância de que as ações governamentais sejam baseadas em dados comprovados para que dinheiro público não seja desperdiçado ou investido em áreas erradas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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