Juiz aposentado e presidente de tribunal de contas serão convocados para depor na CPI da Pedofilia

Da Redação | 10/11/2010, 18h02

O juiz do Trabalho aposentado, Antônio Carlos Branquinho - acusado pelo Ministério Público Federal de participar de orgias com menores entre 13 e 15 anos, no município de Tefé, no Amazonas - deverá depor na CPI da Pedofilia. Na reunião desta quarta-feira (10) foi aprovado requerimento propondo sua reconvocação. Quando convocado pela primeira vez, no ano passado, o ex-magistrado conseguiu uma liminar que o desobrigou de comparecer enquanto não fossem prestadas informações pela CPI.

O presidente da comissão parlamentar de inquérito, senador Magno Malta (PR-ES), encaminhou os esclarecimentos e, no dia 4 de novembro passado, os ministros do STF decidiram, de forma unânime, que o ex-juiz do Trabalho deveria comparecer à CPI. Antônio Carlos Branquinho foi aposentado compulsoriamente após ser preso em flagrante pela Polícia Federal, que encontrou material pornográfico em sua casa.

Outro que será convocado pela CPI é o presidente do Tribunal de Contas do Amapá, José Júlio de Miranda Coelho, acusado pela Polícia Federal de ter feito sexo com menores. Segundo Magno Malta, José Júlio encontra-se preso na superintendência da PF, em Brasília, por supostamente ter participado de um esquema de corrupção no estado do Amapá.

A CPI também aprovou requerimento que propõe a convocação do médico e ex-prefeito de Urucará (AM), Antônio Taumaturgo Coelho. Várias pessoas o acusaram de assédio a menores. A própria população do município amazonense pediu ao presidente Magno Malta que o caso fosse investigado. A CPI vai requerer à Polícia Federal e ao Tribunal de Justiça do Amazonas os autos do processo contra o denunciado. Na reunião desta quarta, a CPI também aprovou diversos requerimentos de quebra de sigilo telemático de comunidades e perfis do Orkut que teriam publicado ou distribuído pornografia infantil.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)