César Borges diz que paralisação de obras com irregularidades apontadas pelo TCU pode causar prejuízo maior

Da Redação | 10/11/2010, 20h01


Diante da recomendação feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de paralisar 32 obras que recebem recursos federais, o senador César Borges (PR-BA) pediu aos deputados federais e senadores que reflitam bastante antes de acatar a sugestão. Ele expressou sua preocupação de que a interrupção do andamento das obras poderá provocar prejuízo maior para o erário público e, sobretudo, para a população.

O senador pela Bahia explicou que uma obra paralisada tem um alto custo adicional. Desmobilizar uma empresa ou construtora e mobilizá-la novamente quando da retomada da obra implica em mais gasto de dinheiro público. Além disso, acrescentou, existe o prejuízo que a população sofre ao deixar de ter o mais rapidamente possível aquele metrô, ferrovia ou estrada à sua disposição. César Borges também citou que a paralisação implica na demissão de vários trabalhadores.

- O que advogo não é que o Tribunal de Contas da União abra mão de fiscalizar, mas que procure fazer a correção do que estiver errado sem que a obra seja suspensa. Os desvios têm que ser punidos, as suspeitas têm que ser investigadas, os prejuízos ao erário têm que ser ressarcidos, mas sem a paralisação das obras - afirmou César Borges.

Entre as obras públicas do governo federal incluídas pelo TCU na lista das que teriam indícios de irregularidades graves, três localizam-se na Bahia. César Borges opinou que todas elas são fundamentais para melhorar a infraestrutura do estado. São elas a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), o metrô de Salvador e o perímetro de irrigação Salitre. A ferrovia, que liga Caetité a Barreiras, faz parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em aparte, o senador Jefferson Praia (PDT-AM) concordou que obra pública paralisada implica em perda de tempo e em desperdício de dinheiro público. Ele revelou que está estudando há mais de um ano com assessores, técnicos do TCU e representantes do Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas a melhor forma de coibir o superfaturamento sem ter que paralisar as obras.

Por sua vez, o senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a fiscalização das obras públicas, a punição dos culpados e a aplicação de multas quando for o caso, mas classificou a paralisação das obras como uma atitude radical. Ele observou que todos perdem com a interrupção das obras, sobretudo os trabalhadores que dependem daquele emprego para sustentar sua família.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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