Brasil pode ter diagnóstico das áreas de ciência e tecnologia

Da Redação | 10/11/2010, 15h48

O Brasil pode ter um retrato detalhado de sua área de ciência e tecnologia, com a situação de cada estado, à semelhança do documento sobre os diversos países lançado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Um esforço para elaborar esse relatório foi anunciado pelo presidente da CCT, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), no fim de audiência pública nesta quarta-feira (10).

Flexa Ribeiro aproveitou um trecho de mensagem da diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, transmitida na audiência, em que ela fala das desigualdades entre os países e, "cada vez mais, dentro deles", para enfatizar a necessidade de se ter um quadro com a realidade de cada estado brasileiro.

Os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Roberto Cavalcanti (PRB-PB) foram designados pelo presidente da CCT para articular com o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, a realização desse estudo, para a qual devem ser convidados também representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Ritmo

Depois de ouvir do secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do MCT, Roosevelt Tomé Silva Filho, um relato sobre as iniciativas do governo na área, Flexa Ribeiro disse que o Brasil caminha na direção certa, mas em ritmo lento.

- É como se a gente estivesse atravessando o Oceano Atlântico, para a Europa, de jangada - comparou.

O senador disse que, em ciência e tecnologia, enquanto os demais países estão a bordo de jatos supersônicos, o Brasil ainda se move como se estivesse na era do motor a hélice. Já Roberto Cavalcanti afirmou que a situação é pior: o país está na era do balão movido a ar quente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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