Convites a Dilma e Erenice Guerra serão votados na próxima semana, prevê Demóstenes
Da Redação | 10/11/2010, 15h06
O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Demóstenes Torres (DEM-GO), anunciou que pretende marcar para a próxima semana a votação dos requerimentos em que as ex-ministras Dilma Rousseff e Erenice Guerra são convidadas a prestar esclarecimentos sobre denúncias de tráfico de influência na Casa Civil. Ele confirmou a intenção de votar os pedidos na próxima semana quando o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), autor de ambos, pressionou para que a análise dos requerimentos ocorresse nesta manhã (10).
Logo na abertura da reunião da CCJ, Álvaro Dias fez o primeiro apelo para que o exame fosse feito nessa quarta. Demóstenes Torres pediu a compreensão do colega até a chegada do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). O presidente da CCJ alegou que era uma "questão de lealdade", já que estava de pé o acordo feito com Jucá para que os requerimentos não fossem apreciados. Pelo acordo, os requerimentos não seriam votados e, por outro lado, estaria garantido o quorum necessário (presença mínima) para que a reunião fosse realizada e outras matérias fossem votadas.
Álvaro Dias chegou a propor que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), vice-líder do governo, decidisse sobre a votação. No entanto, ele também considerou indispensável ouvir Jucá. Mais tarde, o líder do governo propôs que o acordo fosse mantido, mas sinalizou boa vontade em combinar uma data próxima, quando a base governista estaria preparada para votar.
Proveito eleitoral
A oposição vem tentando há quase dois meses aprovar os convites, mas os governistas impedem que as reuniões tenham quorum sob o argumento de que a oposição estaria tentando tirar proveito eleitoral dos fatos que envolveram a saída de Erenice Guerra da Casa Civil. Erenice foi principal auxiliar de Dilma na pasta e assumiu o posto maior quando Dilma se afastou para se dedicar à campanha presidencial.
Erenice foi afastada do cargo depois das notícias que associavam seus filhos com o recebimento de vantagens pela intermediação de negócios entre empresários e o governo. Há também noticias de práticas de nepotismo (emprego de parentes no serviço público).Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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