Marisa Serrano convoca oposição a se manter vigilante

Da Redação | 04/11/2010, 16h29


A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), em discurso nesta quinta-feira (4), convocou a oposição brasileira a estar vigilante e a ser crítica e responsável, já que foi dado um "cheque em branco" à presidente eleita Dilma Rousseff, e não se sabe de suas ideias e procedimentos, pois ela não se tornou suficientemente conhecida da população.

Marisa Serrano disse esperar que o próximo governo tenha credibilidade e coragem de implementar reformas como a política e a tributária, por exemplo, criando condições para promover o desenvolvimento sustentável a longo prazo. E puxou para a oposição a responsabilidade de assegurar o valor das instituições, da liberdade de imprensa, a implementação e correção das reformas, sempre fiscalizando.

- O que nós queremos é avançar, e avançar dando uma perspectiva de futuro para as novas gerações, para que o Brasil continue crescendo em uma direção confiável - disse a senadora.

Marisa Serrano disse ainda que houve, nessas eleições, um populismo exagerado de partes do governo e uma interferência excessiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha. Para ela, Lula trocou a chamada "liturgia do cargo" pelo "voluntarismo pessoal", e por isso, a Presidência deixou de ser um símbolo de equilíbrio entre poderes para se tornar um instrumento de palanque.

- E isso é muito ruim. É o mau exemplo que estamos dando aos políticos da nova geração - disse.

A senadora criticou o fato de Lula ainda "estar em palanque" mesmo com o resultado das urnas proclamado e lamentou a declaração do presidente de que a oposição teria feito, em seu governo, "uma política do estômago, a política da vingança, a política de trabalhar para não dar certo".

Ao avaliar o resultado das eleições, a senadora disse que a democracia brasileira consolidou-se, pois não há um poder ou partido hegemônico após as eleições de 2010, e sim um equilíbrio de forças. Ela elogiou o desempenho dos partidos de oposição - PSDB, PPS e DEM - que vão governar 52% da população, e do candidato a presidente, José Serra, que recebeu 43 milhões de votos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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