Antonio Carlos Júnior compara 'Dilma e ex-Dilma'
Da Redação | 19/10/2010, 17h18
Citando artigo assinado pelo jornalista Josias de Souza, do jornal Folha de S. Paulo, o senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) comparou nesta terça-feira (19) duas figuras que chamou de "Dilma e ex-Dilma". Segundo o jornalista e o senador, a nova Dilma Roussef e a que existia antes da candidatura foram reapresentadas durante entrevista, na segunda-feira (18), no Jornal Nacional da TV Globo.
- Dilma Rousseff foi reapresentada na noite passada, no Jornal Nacional, a uma velha conhecida: a ex-Dilma Roussef. São duas personagens muito distintas. A nova Dilma, candidata ao Planalto pelo PT, não sabe como lidar com as contradições da ex-Dilma - afirmou.
O senador citou as passagens em que Dilma foi confrontada com a defesa que fez no passado da descriminalização do aborto e a mudança de opinião marcada pela assinatura de uma "carta-rendição" aos evangélicos. Na entrevista, Dilma disse não ver contradição entre as duas posturas, de defesa e de recuo, alegando que "não se pode prender as 3,5 milhões de mulheres" e que aborto é caso de saúde pública, não de polícia.
- Nenhuma palavra sobre a descriminalização de que falava a ex-Dilma. A nova Dilma é contra a modificação da lei. Às favas com os vídeos que expõem o contrário - assinalou o senador.
ACM Júnior lembrou também que a "ex-Dilma" se autoproclamava a supergerente, coordenando todo o governo a partir da Casa Civil. Mas, subitamente, segundo ele, descobriu-se que seu ex-braço direito e substituta, Erenice Guerra, empregava parentes e facilitava o tráfico de influência. "Tudo sob o nariz de Dilma", observou.
- Instada a comentar o malfeito pela enésima vez, a nova Dilma revelou-se uma gestora ordinária, comum: 'Ninguém controla o governo inteiro. O que tem que ter é a garantia de que, havendo o malfeito, você investiga e pune' - acrescentou.
Ao finalizar a leitura do artigo, o senador disse que permanece a dúvida: se a candidata petista vencer as eleições, quem governará o país, a Dilma ou a ex-Dilma?
Antonio Carlos Júnior anunciou que, a pedido do comitê de campanha do candidato tucano José Serra, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Joelson Dias determinou que fosse interrompida a distribuição da Revista do Brasil, publicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que veicula anúncios da Petrobras e do Banco do Brasil.
- A casa bancária do governo e a petroleira estatal esquivaram-se de informar quanto injetaram na revista. A decisão da Justiça Eleitoral resultou inócua. Responsável pela revista, Paulo Salvador informou que todos os exemplares já foram distribuídos. O conteúdo da publicação tampouco foi retirado da web. A versão eletrônica da Revista do Brasil continuava disponível na madrugada deste terça-feira (19) - lamentou.
O senador informou ainda que o PSDB e o DEM protocolaram na segunda-feira (18), na Procuradoria-Geral da República (PGR), dois novos pedidos de investigação para apuração de denúncias veiculadas contra o diretor de Engenharia da Eletrobrás, Valter Cardeal, e de atividades ilegais da ex-ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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