Mão Santa diz que alternância no poder fortalece a democracia
Da Redação | 27/05/2010, 20h29
O senador Mão Santa (PSC-PI), em discurso nesta quinta-feira (27), defendeu a alternância no poder no Brasil como forma de proteger e fortalecer a democracia. Ele elogiou a postura do Senado que, conforme afirmou, barrou as intenções de modificar a Constituição federal para permitir que o presidente da República pudesse se candidatar a um terceiro mandato consecutivo.
- Se não for para ter alternância, é melhor ter rei - afirmou.
O senador ressaltou que a permanência de um grupo político por muitos anos no poder leva ao continuísmo.
- Quem quer o terceiro mandato logo deseja o quarto, o quinto e o sexto, e acaba permanecendo à frente do governo por 50 anos, como ocorreu com Fidel Castro - disse o senador, referindo-se ao dirigente cubano que recentemente transferiu o poder para seu irmão, Raul Castro.
Mão Santa criticou a postura dos presidentes sul-americanos que classificou de "filhotes de Fidel", como o da Venezuela, Hugo Chávez; da Bolívia, Evo Morales; e do Equador, Rafael Correa.
O senador também criticou a gestão do PT, tanto no governo federal quanto no Piauí, denunciando-a por "mentiras, corrupção e incompetência". Lamentou que poucas providências tenham sido tomadas para sanar os males ocorridos com o rompimento de barragem que atingiu as cidades de Cocal e Buriti dos Lopes, ocorrido há exatamente um ano, e se solidarizou com as vítimas.
Mão Santa condenou ainda a contratação excessiva de funcionários comissionados em todas as instâncias de poder, que recebem até R$ 11.848,00 por mês sem precisar fazer concurso público, dizendo que, enquanto isso, a saúde, a educação e a segurança pública são prejudicadas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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