Marisa Serrano destaca ações afirmativas para afrodescendentes
Da Redação | 13/05/2010, 16h38
A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) assinalou o transcurso, neste dia 13 de Maio, dos 122 anos da Lei Áurea e relacionou ações afirmativas para afrodescendentes no Brasil. Em pronunciamento nesta quinta-feira, a senadora também lamentou que ainda haja trabalho escravo no Brasil e que suas vítimas sejam majoritariamente pessoas negras e pardas.
A senadora citou o Instituto Martin Luther King, de Campo Grande, que oferece curso pré-vestibular para brancos e negros, criado pelo juiz aposentado Aleixo Paraguaçu Filho. De acordo com a parlamentar, o juiz é "um grande ícone" de seu estado, "nosso Mandela pantaneiro".
A senadora mencionou também o Prêmio Educar para a Igualdade Racial, promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande, já em sua quinta edição.
Marisa Serrano exaltou a intenção de se formar 6,7 mil pessoas no curso gratuito de formação em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça. O curso será desenvolvido por 18 universidades federais, em parceria com Ministérios e outras instituições, inclusive privadas.
Também destacou o selo que certificará Municípios e Estados que incluírem a história africana nos currículos escolares, a ser lançado pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República no final de maio. A senadora informou que, para incentivar o cumprimento da medida, a Secretaria fez um acordo com universidades públicas para viabilizar a criação de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros, que vão preparar professores para lecionar a história africana.
Outra iniciativa da Secretaria é a criação do Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, criado em junho do ano passado. O plano, que abrange todos os níveis de ensino, visa, entre outras coisas, ampliar o atendimento a crianças e jovens negros em escolas e universidades; assegurar a formação de professores; incentivar pesquisas; e incluir questões sobre a história africana no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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