Mozarildo acusa governador de Roraima de fazer 'política de pão e circo'

Da Redação | 03/05/2010, 16h27

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) aproveitou as comemorações do Dia Internacional do Trabalho, no último sábado (1º), para criticar a atuação política do governador de Roraima, José de Anchieta Júnior. Para Mozarildo, Anchieta Júnior governa como nos tempos do imperador romano Vespasiano, exercendo a política do "pão e circo".

Mozarildo Cavalcanti disse que o governador contratou para as comemorações uma banda sertaneja por R$ 240 mil. O senador citou reportagem do jornal Folha de Boa Vista que entrevistou trabalhadores presentes à festa os quais teriam afirmado que preferiam benfeitorias no Parque Inauá, onde ocorreu o evento, aumento salarial e outros benefícios, como melhorias na educação e na saúde aos gastos com a contratação da banda.

- Dia 3 de outubro vamos definir o governador, o senador, os deputados federais e estaduais e o presidente da República que queremos. Tenho confiança que o meu estado saberá decidir por um governo que respeite as pessoas e não fique - como no Império Romano - achando que o povo só quer 'pão e circo' - disse.

Histórico

Mozarildo Cavalcanti lembrou, em seu discurso nesta segunda-feira (3), que a instituição do Dia Internacional do Trabalho em 1º de maio é uma homenagem a centenas de trabalhadores da fábrica McCormick Harvester, em Chicago, Estados Unidos, mortos ou feridos nesta data em 1886, em consequência de uma greve. À época, os trabalhadores tinham uma jornada de 17 horas, sem direito a férias, descanso semanal ou aposentadoria.

O senador lembrou que durante o Congresso da 2ª Internacional, em Bruxelas, em setembro de 1891, foi aprovada a resolução que instituiu o 1º de maio como Dia Internacional do Trabalho.

No Brasil, a comemoração do Dia Internacional do Trabalho foi instituída por decreto do então presidente da República Artur Bernardes, em 1925, recordou o senador, acrescentando que foi no governo Getúlio Vargas que os direitos dos trabalhadores foram de fato assegurados. Citou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e do salário mínimo, entre outros benefícios.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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